Vida Longa ao Marxismo-Leninismo-Maoísmo! (Movimento Revolucionário Internacionalista, 1995)

Nota inicial do blog: Esta é uma tradução atualizada do documento do antigo Movimento Revolucionário Internacionalista, à época de sua adesão do Marxismo-Leninismo-Maoísmo como sintetizado pelo Partido Comunista do Peru, liderado pelo Dr. Abimael Guzmán Reynoso, chefatura do Partido e da Revolução Peruana. Tal documento é inestimável para a compreensão da luta pelo estabelecimento a nível mundial do Maoísmo como terceira e superior etapa do Marxismo e como mando e guia da Revolução Mundial. Seu interesse histórico e ideológico é grande. É preciso, contudo, também afirmar que a dissolução do Movimento Revolucionário Internacionalista foi determinada precisamente pelo abandono do Maoísmo por algumas de suas lideranças, dentre as quais se destaca o revisionista Bob Avakian, propositor de uma “nova síntese” desligada da luta revolucionária, das massas e do Marxismo como um todo, com uma triste trajetória própria dos grandes traidores da Ideologia Científica do Proletariado. Devemos continuar hasteando bem alto a bandeira que os revisionistas abandonaram em seu caminho para o pântano, pois ela continua sendo a única bandeira da Revolução Mundial, hasteada no Peru, ainda, na Índia, nas Filipinas e na Turquia. Devemos continuar a dizer: VIDA LONGA AO MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!

Introdução

Em 1984, o Movimento Revolucionário Internacionalista foi fundado, agrupando o núcleo dos revolucionários maoístas do mundo todo que estavam determinados a levar adiante a luta por um mundo sem exploração e opressão, sem imperialismo, um mundo no qual a própria divisão da sociedade em classes será superada — o mundo comunista do futuro. Desde a formação do nosso Movimento, continuamos avançando e hoje, por ocasião do Centenário Mao Zedong, com um profundo senso de nossa responsabilidade, declaramos ao proletariado internacional e às massas oprimidas do mundo que nossa ideologia é o Marxismo-Leninismo-Maoísmo.

Nosso Movimento foi fundado com base na Declaração do Movimento Revolucionário Internacionalista, adotada pela Segunda Conferência dos Partidos e Organizações marxista-leninistas em 1984. A Declaração defende a ideologia revolucionária proletária e, com base nisso, em geral, aborda corretamente as tarefas dos comunistas revolucionários em diferentes países e em escala mundial, a história do Movimento Comunista Internacional e uma série de outras questões vitais. Hoje reafirmamos a Declaração como a base sólida de nosso Movimento sobre a qual estamos construindo uma nova compreensão e entendimento mais profundo de nossa Ideologia e a unidade mais sólida de nosso Movimento.

A Declaração enfatiza corretamente “o desenvolvimento qualitativo de Mao Zedong da ciência do Marxismo-Leninismo” e afirma que ele o elevou a “uma nova fase”. No entanto, o uso do termo “Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Zedong” em nossa Declaração refletia uma compreensão ainda incompleta desta nova etapa. Nos últimos nove anos, nosso Movimento tem se empenhado em uma longa, rica e profunda discussão e luta para compreender mais plenamente o desenvolvimento do Marxismo de Mao Zedong. Durante este mesmo período, os partidos e organizações do nosso Movimento e do MRI como um todo estiveram engajados na luta revolucionária contra o imperialismo e a reação. O mais importante foi a avançada experiência da Guerra Popular liderada pelo Partido Comunista do Peru, que conseguiu mobilizar as massas aos milhões, varrendo o Estado em muitas partes do país e estabelecendo o poder dos trabalhadores e camponeses nestas áreas. Estes avanços, na teoria e na prática, permitiram-nos aprofundar ainda mais a nossa compreensão da ideologia proletária e, com base nisso, dar um passo de longo alcance, o reconhecimento do Marxismo-Leninismo-Maoísmo como o novo, terceiro e superior estágio do Marxismo.

Novo, terceiro e mais elevado estágio do Marxismo

Mao Zedong elaborou muitas teses sobre toda uma série de questões vitais da revolução. Mas o Maoismo não é apenas a soma total das grandes contribuições de Mao. É o desenvolvimento abrangente e versátil do Marxismo-Leninismo para uma etapa nova e superior. O Marxismo-Leninismo-Maoísmo é um todo integral; é a ideologia do proletariado sintetizada e desenvolvida em novos estágios, do Marxismo ao Marxismo-Leninismo ao Marxismo-Leninismo-Maoísmo, por Karl Marx, V. I. Lenin e Mao Zedong, com base na experiência do proletariado e da humanidade na luta de classes, a luta pela produção e a experiência científica. É a arma invencível que permite ao proletariado compreender o mundo e transformá-lo através da revolução. O Marxismo-Leninismo-Maoísmo é uma ideologia universalmente aplicável, viva e científica, em constante desenvolvimento e sendo ainda mais enriquecido por meio de sua aplicação na revolução, bem como pelo avanço do conhecimento humano em geral. O Marxismo-Leninismo-Maoísmo é o inimigo de todas as formas de revisionismo e dogmatismo. É todo-poderoso porque é verdadeiro.

Karl Marx

Karl Marx desenvolveu o comunismo revolucionário pela primeira vez há quase 150 anos. Com a ajuda de seu camarada de armas Friedrich Engels, ele desenvolveu um sistema filosófico abrangente: o materialismo dialético, e descobriu as leis básicas que moldam a história humana.

Marx desenvolveu uma ciência da Economia política que revelou a exploração do proletariado e a anarquia e contradições inerentes ao modo de produção capitalista. Karl Marx desenvolveu sua teoria revolucionária em estreita conexão com e para servir à luta de classes do proletariado internacional. Ele construiu a Primeira Internacional e escreveu, junto com Engels, o Manifesto Comunista com seu chamado retumbante: “trabalhadores de todos os países, uni-vos!”. Marx prestou grande atenção a e resumiu as lições da Comuna de Paris de 1871, a primeira grande tentativa do proletariado de tomar o poder do Estado.

Ele armou o proletariado mundial com uma compreensão de sua missão histórica: tomar o Poder político por meio da Revolução e usar esse Poder — a ditadura do proletariado — para transformar as condições sociais até que a própria base para a divisão da sociedade em diferentes classes seja eliminada.

Marx liderou a luta contra os oportunistas do movimento proletário que procuravam limitar a luta dos trabalhadores à melhoria das condições da escravidão assalariada, sem questionar a existência dessa escravidão em si.

Juntos, a posição, o ponto de vista e o método de Marx passaram a ser chamados de Marxismo e representam o primeiro grande marco no desenvolvimento da Ideologia do Proletariado.

V. I. Lenin

V. I. Lenin levou o Marxismo a uma fase totalmente nova no curso da liderança do movimento revolucionário proletário na Rússia e na luta no Movimento Comunista Internacional contra o revisionismo.

Entre muitas outras contribuições, Lenin analisou o desenvolvimento do capitalismo até seu estágio mais alto e final, o imperialismo. Ele mostrou que o mundo estava dividido entre um punhado de potências imperialistas e a grande maioria, as nações e povos oprimidos, e mostrou que as potências imperialistas seriam forçadas a guerrear periodicamente para redividir o mundo entre si. Lenin descreveu a era em que vivemos como a era do imperialismo e da revolução proletária. Lenin desenvolveu o Partido político de Novo Tipo, o Partido Comunista, como a ferramenta indispensável do proletariado para liderar as massas revolucionárias na tomada do Poder.

Mais importante ainda, Lenin elevou a teoria e a prática da revolução proletária a um nível totalmente novo ao liderar o proletariado na tomada e consolidação de seu poder político, sua ditadura revolucionária, pela primeira vez com a vitória da Revolução de Outubro na ex-Rússia czarista em 1917.

Lenin travou uma luta de vida ou morte contra os revisionistas de sua época dentro da Segunda Internacional, que traíram a revolução proletária e apelaram aos trabalhadores para defenderem os interesses de seus senhores imperialistas na Primeira Guerra Mundial.

As “armas de outubro” e a luta de Lenin contra o revisionismo espalharam ainda mais o movimento comunista por todo o mundo, unindo as lutas dos povos oprimidos com a revolução proletária mundial, e a Terceira Internacional (ou Internacional Comunista) foi formada.

O desenvolvimento abrangente e versátil do Marxismo por Lenin representa o segundo grande salto no desenvolvimento da ideologia proletária.

Após a morte de Lenin, I. V. Stalin defendeu a ditadura do proletariado contra os inimigos internos, bem como dos invasores imperialistas durante a Guerra Antifascista, e levou adiante a causa da construção e transformação socialista na União Soviética. Stalin lutou para que o Movimento Comunista Internacional reconhecesse o Marxismo-Leninismo como o segundo grande marco no desenvolvimento da Ideologia Proletária.

Mao Zedong

Mao Zedong levou o Marxismo-Leninismo a um estágio novo e superior no curso de suas muitas décadas liderando a Revolução Chinesa, a luta mundial contra o revisionismo moderno e, o mais importante, encontrando na teoria e na prática o método de continuar a Revolução sob a ditadura do proletariado para impedir a restauração do capitalismo e continuar o avanço em direção ao comunismo. Mao Zedong desenvolveu largamente todas as três partes componentes do Marxismo — Filosofia, Economia política e Socialismo Científico.

Mao disse: “O poder político nasce do cano de um fuzil”. Mao Zedong desenvolveu de forma abrangente a ciência militar do proletariado por meio de sua teoria e prática da Guerra Popular. Mao ensinou que as pessoas, não as armas, são decisivas para travar a guerra. Ele ressaltou que cada classe tem suas próprias formas específicas de guerra com seu caráter, objetivos e meios específicos. Ele observou que toda a lógica militar pode ser resumida ao princípio “você luta do seu jeito, eu lutarei do meu jeito”, e que o proletariado deve forjar estratégias e táticas militares que possam colocar em jogo suas vantagens particulares, desencadeando e confiando na iniciativa e entusiasmo das massas revolucionárias.

Mao estabeleceu que a política de ganhar áreas de base e sistematicamente estabelecer o Poder político era a chave para libertar as massas e desenvolver a força armada do povo e a expansão ondulante de seu Poder político. Ele insistiu na necessidade de liderar as massas na realização de transformações revolucionárias nas áreas de base e desenvolvê-las política, econômica e culturalmente a serviço do avanço da guerra revolucionária.

Mao ensinou que o Partido deve controlar a arma e que a arma nunca deve controlar o Partido. O Partido deve ser construído como um veículo capaz de iniciar e liderar a guerra revolucionária. Ele enfatizou que a tarefa central da revolução é a tomada do Poder político pela violência revolucionária. A teoria da Guerra Popular de Mao Zedong é universalmente aplicável em todos os países, embora deva ser aplicada às condições concretas de cada país e, em particular, levar em consideração os caminhos revolucionários nos dois tipos gerais de países — países imperialistas e países oprimidos — que existem no mundo hoje.

Mao resolveu o problema de como fazer uma Revolução em um país dominado pelo imperialismo. O caminho básico que traçou para a revolução na China representa uma contribuição inestimável para a teoria e prática da Revolução e é o guia para alcançar a libertação nos países oprimidos pelo imperialismo. Isso significa uma Guerra Popular Prolongada, cercando as cidades pelo campo, tendo a luta armada como principal forma de luta e o Exército comandado pelo Partido como principal forma de organização das massas, mobilizando o campesinato, principalmente os camponeses pobres, realizando a Revolução Agrária, construindo uma Frente Única sob a liderança do Partido Comunista para levar a cabo a Revolução de Nova Democrácia contra o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático e estabelecendo a ditadura conjunta das classes revolucionárias lideradas pelo proletariado como o prelúdio necessário para a Revolução Socialista que deve seguir imediatamente a vitória da primeira fase da Revolução. Mao apresentou a tese das “três varinhas mágicas” — o Partido, o Exército e a Frente Única — os instrumentos indispensáveis ​​para fazer uma revolução em cada país de acordo com suas condições específicas e caminho trilhado pela Revolução.

Mao Zedong desenvolveu muito a filosofia proletária, o materialismo dialético. Em particular, ele sublinhou que a lei da contradição, a unidade e a luta dos opostos, é a lei fundamental que rege a natureza e a sociedade. Ele assinalou que a unidade e a identidade de todas as coisas são temporárias e relativas, enquanto a luta entre os opostos é incessante e absoluta, e isso dá origem a rupturas radicais e saltos revolucionários. Ele aplicou com maestria esse entendimento à análise da relação entre teoria e prática, enfatizando que a prática é tanto a única fonte quanto o critério último da verdade e enfatizando o salto da teoria para a prática revolucionária. Ao fazer isso, Mao desenvolveu ainda mais a teoria proletária do conhecimento. Ele levou a filosofia às massas aos milhões, popularizando, por exemplo, que “um se divide em dois” em oposição à tese revisionista de que “dois se combinam em um”.

Mao Zedong desenvolveu ainda mais o entendimento de que “as pessoas e somente as pessoas são a força motriz na construção da história mundial”. Ele desenvolveu a compreensão da linha de massa: “pegue as ideias das massas (ideias dispersas e assistemáticas) e concentre-as (através do estudo transforme-as em ideias concentradas e sistemáticas), depois vá às massas e propague e explique taís ideias até que as massas as abraçem como suas, apeguem-se a elas e as traduzam em ação e então testem a exatidão dessas idéias em tal ação ”. Mao enfatizou a verdade profunda de que a matéria pode ser transformada em consciência e a consciência em matéria, desenvolvendo ainda mais a compreensão do papel dinâmico e consciente do homem em todos os campos da atividade humana.

Mao Zedong liderou a luta internacional contra o revisionismo moderno liderado pelos revisionistas Khrushchevistas. Ele defendeu a Linha Ideológica e Política comunista contra os revisionistas modernos e apelou aos revolucionários proletários genuínos para romper com eles e forjar partidos baseados nos princípios Marxistas-Leninistas-Maoistas.

Mao Zedong empreendeu uma análise penetrante das lições da restauração do capitalismo na URSS e das deficiências, bem como das conquistas positivas da construção do socialismo naquele país. Enquanto Mao defendia as grandes contribuições de Stalin, ele também levou em conta os erros dele. Ele sintetizou a experiência da Revolução Socialista na China e as repetidas lutas de duas linhas contra a sede dos revisionistas dentro do Partido Comunista da China. Ele aplicou com maestria a dialética materialista à análise das contradições da sociedade socialista.

Mao ensinou que o Partido deve desempenhar o papel de vanguarda — antes, durante e depois da tomada do Poder — na liderança do proletariado na luta histórica pelo comunismo. Ele desenvolveu a compreensão de como preservar o caráter revolucionário proletário do Partido travando uma luta ideológica ativa contra as influências burguesas e pequeno-burguesas em suas fileiras, a remodelação ideológica dos membros do Partido, crítica e autocrítica e travando a luta de duas linhas contra as linhas oportunistas e revisionistas do Partido. Mao ensinou que uma vez que o proletariado toma o Poder e o Partido se torna a força dirigente dentro do Estado socialista, a contradição entre o Partido e as massas se torna uma expressão concentrada das contradições que marcam a sociedade socialista como uma transição entre o capitalismo e o comunismo.

Mao Zedong desenvolveu a compreensão do proletariado da Economia política, do papel contraditório e dinâmico da própria produção e de sua inter-relação com a superestrutura política e ideológica da sociedade. Mao ensinou que o sistema de propriedade é decisivo nas relações de produção, mas que, sob o socialismo, deve-se prestar atenção ao fato de que a propriedade pública é socialista tanto no conteúdo quanto na forma. Ele enfatizou a interação entre o sistema de propriedade socialista e os outros dois aspectos das relações de produção, as relações entre as pessoas na produção e o sistema de distribuição. Mao desenvolveu a tese leninista de que a política é a expressão concentrada da economia, mostrando que na sociedade socialista a correção da linha ideológica e política determina se o proletariado realmente possui os meios de produção. Por outro lado, ele apontou que a ascensão do revisionismo significa a ascensão da burguesia, que dada a natureza contraditória da base econômica socialista, seria fácil para os seguidores do capitalismo manipularem o sistema capitalista se eles chegassem ao poder.

Ele criticou profundamente a teoria revisionista das forças produtivas e concluiu que a superestrutura e a consciência, podem transformar a base e com o Poder político desenvolver as forças produtivas. Tudo isso ganhou expressão no slogan de Mao, “Alcance a Revolução, Promova a Produção”.

Mao Zedong iniciou e liderou a Grande Revolução Cultural Proletária, que representou um grande salto adiante na experiência de exercício da ditadura do proletariado. Centenas de milhões de pessoas se levantaram para derrubar os seguidores do capitalismo que emergiram da sociedade socialista e que estavam especialmente concentrados na liderança do próprio Partido (como Liu Shaoqi, Lin Biao e Deng Xiaoping). Mao liderou o proletariado e as massas, desafiando os seguidores do capitalismo e impondo os interesses, perspectivas e vontades da grande maioria em todas as esferas que, mesmo na sociedade socialista, permaneceram como reserva privada das classes exploradoras e seu modo de pensar.

As grandes vitórias conquistadas na Revolução Cultural impediram a restauração capitalista na China por uma década e levaram a grandes transformações socialistas na base econômica, bem como na educação, literatura e arte, pesquisa científica e outras partes da superestrutura. Sob a liderança de Mao, as massas cortaram pela raiz a erva daninha que engendra o capitalismo — como o direito burguês e as três grandes diferenças entre cidade e campo, entre trabalhador e camponês, e entre trabalho intelectual e braçal.

No curso de uma feroz luta ideológica e política, milhões de trabalhadores e outras massas revolucionárias aprofundaram muito sua consciência de classe e domínio do Marxismo-Leninismo-Maoismo e fortaleceram sua capacidade de exercer o Poder político. A Revolução Cultural foi travada como parte da luta internacional do proletariado e foi um campo de treinamento no internacionalismo proletário.

Mao compreendeu a relação dialética entre a necessidade de liderança revolucionária e a necessidade de despertar e confiar nas massas revolucionárias da base para implementar a ditadura do proletariado. Desta forma, o fortalecimento da ditadura do proletariado foi também o exercício mais extenso e profundo da democracia proletária já alcançado no mundo, e líderes revolucionários heróicos se apresentaram como Jiang Qing e Zhang Chunqiao, que estiveram ao lado das massas e as lideraram para a batalha contra os revisionistas e que continuaram a sustentar bem alto a bandeira do Marxismo-Leninismo-Maoismo em face da amarga derrota.

Lenin disse: “Só é um marxista aquele que estende o reconhecimento da luta de classes ao reconhecimento da ditadura do proletariado.” À luz das lições e avanços inestimáveis ​​alcançados através da Grande Revolução Cultural Proletária liderada por Mao Zedong, esta linha divisória foi ainda mais aguçada. Hoje pode-se afirmar que só é um marxista aquele que estende o reconhecimento da luta de classes ao reconhecimento da ditadura do proletariado e ao reconhecimento da existência objetiva das classes, das contradições de classe antagônicas, da burguesia no Partido e da continuação da luta de classes sob a ditadura do proletariado ao longo de todo o período do socialismo até o comunismo. Como Mao afirmou com tanta veemência, “A falta de clareza nessa questão levará ao revisionismo”.

A restauração capitalista após o golpe de Estado contra-revolucionário de 1976 liderado por Hua Guofeng e Deng Xiaoping de forma alguma nega o Maoismo ou as conquistas históricas mundiais e as tremendas lições da Grande Revolução Cultural Proletária; antes, essa derrota confirma as teses de Mao sobre a natureza da sociedade socialista e a necessidade de continuar a revolução sob a ditadura do proletariado.

Claramente, a Grande Revolução Cultural Proletária representa um épico da história mundial da Revolução, um ponto alto vitorioso para os comunistas e revolucionários do mundo, uma conquista imperecível. Embora tenhamos todo um processo pela frente, essa revolução nos deixou grandes lições que já estamos aplicando, como, por exemplo, o ponto de que a transformação ideológica é fundamental para que nossa classe tome o Poder.

Marxismo-Leninismo-Maoismo: O Terceiro Grande Marco

No decorrer da Revolução Chinesa, Mao desenvolveu o marxismo-leninismo em muitos campos importantes. Mas foi no crisol da Grande Revolução Cultural Proletária que nossa ideologia deu um salto e o terceiro grande marco, o Marxismo-Leninismo-Maoísmo, emergiu plenamente. Do plano superior do Marxismo-Leninismo-Maoísmo, os comunistas revolucionários podiam compreender os ensinamentos dos grandes líderes anteriores ainda mais profundamente e, de fato, até mesmo as contribuições anteriores de Mao Zedong assumiram um significado mais profundo. Hoje, sem Maoísmo, não pode haver Marxismo-Leninismo. Na verdade, negar o Maoísmo é negar o próprio Marxismo-Leninismo.

Cada grande marco no desenvolvimento da Ideologia revolucionária do proletariado encontrou forte resistência e só alcançou reconhecimento por meio de intensa luta e por sua aplicação na prática revolucionária. Hoje, o Movimento Revolucionário Internacionalista declara que o Marxismo-Leninismo-Maoísmo deve ser o comandante e guia da revolução mundial.

Centenas de milhões de proletários e as massas oprimidas do mundo são cada vez mais impelidos à luta contra o sistema imperialista mundial e toda a reação. No campo de batalha contra o inimigo, eles procuram sua própria bandeira. Os comunistas revolucionários devem empunhar nossa Ideologia universal e espalhá-la entre as massas para liberá-las ainda mais e organizar suas forças, a fim de tomar o Poder por meio da violência revolucionária. Para conseguir isso, os partidos marxista-leninista-maoístas, unidos no Movimento Revolucionário Internacionalista, devem ser formados onde não existam e os existentes devem ser fortalecidos a fim de preparar, lançar e levar à vitória a Guerra Popular para tomar o Poder para o proletariado e o povo oprimido. Devemos apoiar, defender e, o mais importante, aplicar o Marxismo-Leninismo-Maoísmo.

Devemos intensificar nossa luta pela formação de uma Internacional Comunista de Novo Tipo, baseada no Marxismo-Leninismo-Maoísmo. A revolução proletária mundial não pode avançar para a vitória sem forjar tal arma porque, como Mao Zedong ensinou: ou todos nós vamos para o comunismo ou nenhum de nós vai.

Mao Zedong disse: “O marxismo consiste em milhares de verdades, mas na análise final todas elas se resumem a uma: rebelar-se é justo.” O Movimento Revolucionário Internacionalista toma a rebelião das massas como seu ponto de partida e convida o proletariado e os revolucionários de todo o mundo a assumir o Marxismo-Leninismo-Maoísmo. Esta Ideologia libertadora e partidária deve ser apresentada ao proletariado e a todos os oprimidos, porque só ela pode permitir que a rebelião das massas varra milhares de anos de exploração de classe e fazer nascer o novo mundo do comunismo.

HASTEAR BEM ALTO A GRANDE BANDEIRA VERMELHA DO MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO!

Texto publicado originalmente na revista A World to Win #20 (1995)

Tradução e arte por: Solarwaver

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Textos produzidos pelo G. E. Ao Povo Brasileiro para a divulgação da ideologia do proletariado e notícias sobre as lutas populares.

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